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África, Deserto, Ecoturismo, Namíbia

Como é o safari no Etosha National Park

18 de dezembro de 2016

O Etosha National Park é um dos melhores locais para se ter uma experiência de safari. O parque abriga uma das maiores reservas naturais da África e é um dos poucos lugares no mundo onde é possível ver os animais em seu habitat natural sem interferência do homem.

O Etosha abriga os famosos Big Five, nome dado ao grupo dos cinco mamíferos selvagens mais difíceis de serem caçados pelo homem. São eles: leão, elefante, rinoceronte, búfalo e leopardo. O parque abriga uma grande quantidade de rinoceronte preto, que estão ameaçados de extinção.

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Entre os animais encontrados facilmente no parque estão zebras, girafas, springboks, elefantes, rinocerontes, leão, raposa, hiena. No total vivem 114 espécies de mamíferos.

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Eu fiz o safari com a Chameleon Safaris.  Conto mais sobre o planejamento dessa viagem no post Dicas de como planejar uma viagem para Namíbia. Escolhi o tour chamado Etosha Express, um safari de 3 dias que começa em Windhoek e termina em Swakpomund. No fim do safari eu contratei um transfer para Windhoek. Esse era o passeio que melhor se adequava as datas que eu tinha disponíveis.

De Windhoek até Etosha são cerca de 7 horas de viagem. Nesse dia almoçamos um kit lanche no caminhão mesmo, o kit vem pão, ovo cozido, cuzcuz, maçã, barra de cereal e bolinhas. Antes disso eles param num supermercado muito bom com várias comidinhas frescas como saladas prontas pra comer, frutas cortadinhas, salgados, etc, então quem quiser pode comprar alguma coisinha também.

Chegamos no Etosha National Park por volta das 14h. Paramos na entrada do Parque para ir ao banheiro e depois começamos o Safari. Tudo é feito no nosso próprio caminhão, nós ficamos o tempo todo dentro do caminhão e quando avistávamos algum animal nós parávamos para observá-los e tirar fotos. Alguns ficam um pouco distantes e só dá pra fotografar com um bom zoom. Eu levei minha lente teleobjetiva, mas mesmo com ela alguns animais ainda ficaram longe.

Outros ficam bem ao nosso lado na beira da estrada, como as zebras e os springboks.

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Nessa primeira volta vimos rinoceronte, girafa, zebra, springboks, elefantes e vários pássaros. Eles levantam o teto do caminhão para conseguirmos observar melhor.

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Fizemos uma parada em um Waterhole, que é um buraco com água onde os animais matam a sede. Muitos elefantes estavam bebendo água quando chegamos, foi bem interessante ver eles tomando banho e se divertindo na água.

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O calor do deserto faz com que os animais se concentrem em torno dos waterholes, sendo este um ótimo lugar para avistar os animais com facilidade.

Depois demos mais uma volta no Parque no fim da tarde, os melhores horários são pela manhã cedo e no fim da tarde, que é quando eles se alimentam.

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Vimos um rinoceronte pisando em um springboks, mas o guia contou que o Springbok já estava morto e que o rinoceronte estava tentando brigar com ele.

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O parque funciona do nascer ao pôr do sol e uma das regras é voltar para a área dos alojamentos até o pôr do sol.

O parque conta com excelente infraestrutura de hospedagem espalhadas pelos complexos Okaukuejo, Halali e Namutoni, que oferecem vários tipos de acomodação desde acampamento até luxuosos chalés. Há também dois campos mais exclusivos, Dolomita e Onkoshi, para os viajantes mais exigentes.

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Além disso o parque dispõe de vários restaurantes, área com churrasqueira, mesas e cadeiras, piscina, lojas. As cozinhas coletivas são amplas e limpas.

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Nos hospedamos nuns chalés muito confortáveis do complexo de Halali, administrados pela rede Namíbia Wild Life Resorts. O chalé era muito lindo, amplo e bem equipado com ar condicionado, muito confortável. Alguns chalés tinham até cozinha.

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Deixamos as malas e caminhamos até um outro Waterhole que ficava ali pertinho para ver o pôr-do-sol. Quando cheguei tinha apenas um rinoceronte bebendo água, mas ele logo foi embora. Estava tudo silencioso e calmo e de repente do nada surgiram vários elefantes de trás das árvores, levamos um susto, eram muitos elefantes e foram chegando cada vez mais, eles bebiam água e jogavam água no próprio corpo, brincavam e enquanto isso o pôr-do-sol estava lindo e essa imagem formava uma das cenas mais lindas que vi nessa viagem.

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Enquanto isso nossos guias preparavam nosso jantar, um delicioso churrasco com salada e de sobremesa mousse de chocolate. No fim do jantar cada um lavando seu prato e ajudando a guardar as coisas.

No dia seguinte acordamos bem cedo e saímos às 6h da manhã para explorar o parque. Nesse dia o café da manhã é na volta do passeio e é servido pelo hotel no restaurante. O restaurante fica aberto apenas com um café e um chá pra quem quiser, então é bom levar alguma coisinha se você não aguenta esperar. Eles deram um biscoitinho de chocolate com menta pra enganar o estômago, era gostosinho o biscoito.

Logo no início do dia vimos uma família de leões caçando juntos. Mais à frente vimos 2 Springboks andando próximo dos leões.

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Os guias disseram para ficarmos em total silêncio aguardando o que iria acontecer. Os leões ficaram observando os Springboks por um tempo e nós aguardando apreensivos. Um pouco depois os springboks perceberam o perigo e saíram fora. Para o leão conseguir pegar o Springbok é preciso estar mais perto, o que não era o caso. Fomos poupados do ataque sangrento pelo menos.

Depois vimos mais animais, hiena, avestruz, zebras, rinoceronte. Fizemos também uma parada numa salina gigante, tão grande que pode ser vista do espaço.

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Tiramos algumas fotos e voltamos para o hotel por volta das 9h e tomamos o café da manhã no restaurante, muito bem servido com ovos, Bacon, salsicha, pães, bolos.

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Às 10h fizemos check-out, colocamos as malas no caminhão e saímos mais uma vez para ver os animais. Nós apenas liberamos os quartos, mas ainda voltaríamos pra cá para almoçar, então uma dica aqui é separar uma roupa de banho para poder entrar na piscina mais tarde.

Voltamos ao meio dia e enquanto os guias preparavam nosso almoço aproveitei para nadar um pouco na piscina do hotel. Foi ótimo para refrescar o calor e descansar um pouco das jornadas no parque.

Almoçamos uma deliciosa salada de atum e tivemos mais um tempinho para descansar, para nadar, ir na lojinha de artesanato.

Às 15h saímos para a última volta no Etosha National Park. Vimos mais alguns animais interessantes pelo caminho e depois paramos numa lojinha para comprar bebidas e biscoitos e seguimos para o primeiro Waterhole para observar os animais bebendo água. Tinha um rinoceronte e um elefante bem grande sozinho.

Ao longo do dia foram 3 games drive pelo Parque com algumas pausas para o café, almoço, ir no banheiro. Recomendo muito entrar na piscina para se refrescar, fez toda diferença pra mim, porque é bem cansativo ficar rodando dentro do caminhão, muito calor, balançando bastante. O mergulho me renovou e consegui aproveitar a parte da tarde bem melhor. Algumas horas dava um sono no caminhão e eu acabava dormindo, mas quando eles paravam pra ver algum animal eu acordava rapidinho.

Um grande diferencial do Etosha é a liberdade de fazer safari no seu próprio carro, o self drive safari. No entanto, é preciso ter bastante cautela e respeitar as regras do local, afinal, você estará no meio de animais selvagens e caso desrespeite alguma regra deles, poderá se tornar facilmente um alvo.

No fim do dia deixamos o Etosha National Park e seguinos para o nosso hotel, o Etosha Village, bem pertinho dali.

Esse hotel é simplesmente encantador, com vários chalés lindos e muito sofisticados. Cada chalé tem uma varandinha, quando chegamos o céu estava com uma cor linda e fiquei observando da varanda.

A piscina do hotel é uma delícia e foi ótimo poder relaxar um pouco depois de um dia cansativo.

Mais tarde foi servido um jantar espetacular, com vários tipos de comida, saladas, carnes das mais diversas espécies da região, inclusive do pobre do Springbok, que eu acabei experimentando, mesmo com um pouco de pena, mas era muito saborosa e macia. O que eu mais gostei foi do noodles preparado na hora com os ingredientes de sua preferência. O nodles é uma comida asiática que leva macarrão, verduras, carnes e vários tipos de molho. Muito bom.

De sobremesa vários docinhos diferentes, tortas e frutas.

No outro dia pela manhã seguimos viagem para Swakopmund passando pelas belas paisagens de Damaraland e fazendo algumas paradas pelo caminho para conhecer as tribos.

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A primeira parada foi para conhecer as mulheres da Tribo Herero que sustentam suas famílias vendendo artesanato. As mulheres da Tribo Herero costumam manter a tradição cultural usando vestidos com corpetes justos e decotados adaptados da moda européia do período vitoriano.

Eles não gostam de ser fotografados, quem quiser tirar foto tem que pedir permissão, falar com jeitinho, de preferência falar com os guias para intermediar.

O trajeto é longo e não há nada pelo caminho, nada de restaurantes, lojinhas, nem banheiros. O motorista faz algumas paradas para usar o banheiro ao livre mesmo.

Fizemos uma parada para almoço no meio do caminho. O motorista e o guia preparavam nossa refeição enquanto observávamos o artesanato de um povo nômade que estava por ali.

Eles fizeram uma apresentação de dança para o grupo, a família toda dançando super animada.

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Eles são um povo muito humilde e passam muitas dificuldades. O motorista até levou um galão de água e distribuiu para as crianças.

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Em seguida almoçamos no meio daquele cenário belíssimo.

Depois paramos para ver a Tribo Himba, um povo que possui a pele e os cabelos avermelhados. A cor vermelha é proveniente do “Otjize”, uma pasta feita com manteiga, gordura e ocre vermelho. As mulheres da tribo aplicam essa pasta no corpo e no cabelo duas vezes ao dia. A cor serve para diferenciar os homens das mulheres, além de proteger do sol e funcionar como repelente de insetos.

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Eles também vendiam artesanato, principalmente pulseiras. Eles saíam enfiando as pulseiras no nosso braço e depois dava um preço pelo pacote.

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Por último passamos pela Skeleton Coast até chegar em Swakopmund. Mais detalhes dessa parte do passeio no post de Swakopmund.

Eu simplesmente amei fazer safari no Etosha, nunca tinha feito safari antes e adorei a experiência. Ver todos aqueles animais vivendo tranquilamente no seu ambiente natural, poder observar seu comportamento sem interferir ou atrapalhar foi incrível.

Recomendo muito fazer esse passeio com a Chameleon Safaris, a viagem foi ótima, ficamos em acomodações excelentes e fizemos o safari em total segurança.

 

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  1. […] o safari no Etosha National Park tivemos a oportunidade de nos hospedar uma noite no maravilhoso Etosha […]

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