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Monte Roraima, Venezuela

Monte Roraima- Dia 2 – Acampamento Base

26 de abril de 2017

No segundo dia de trekking para o Monte Roraima, acordamos cedo, tomamos um delicioso café da manhã, com panquecas, geléia, queijo, café e suco. Veja também como foi o primeiro dia de trekking ao Monte Roraima.

De manhã cedo é o melhor horário para fotografar, com mais chances de pegar o céu limpo. Ao longo do dia o clima varia muito, surgem muitas nuvens no topo. Após o café da manhã partimos para mais um dia de trekking. No segundo dia são cerca de 10 km até o próximo destino, o Acampamento Base, localizado a 1.850 metros de altitude.

O percurso do segundo dia é mais pesado que o do primeiro, com o trecho final de muita subida.

O caminho cruza dois rios, o Rio Tek e o Rio Kukenan. A água fica na altura do joelho dependendo do nível da do rio. Uma dica para não escorregar é atravessar o rio usando meias, pois aumenta a aderência nas pedras. Por isso, separe uma meia que possa molhar para cruzar os rios e depois calce suas meias secas. Aproveitamos que o dia estava quente e nadamos um pouco no Rio Kukenan.

Ao longo do caminho nós fazemos algumas paradas para descansar e pegar água. O grupo caminha livremente, alguns andam mais rápido e vão mais na frente, outros caminham mais devagar, mas nessas paradas o grupo de encontra novamente.

No segundo dia, a mochila começa a pesar nas costas e o cansaço começa a aparecer. Por isso é importante levar apenas o essencial para esse trekking, de forma que você caminhe leve, porém não passe nenhuma necessidade. Fiz um post sobre o que eu acho essencial levar na mochila para o Monte Roraima.

Numa das paradas é servido o almoço. No meio do caminho é uma comida mais simples, normalmente um sanduíche e no jantar eles preparam uma refeição mais elaborada.

Depois do almoço mais um pouco de caminhada. Quanto mais nos aproximávamos da base do Monte Roraima, mais o tempo ia ficando instável. Uma dica importante para o segundo dia é ter uma capa de chuva ou um poncho sempre em mãos para poder vestir quando começar a chover. Chove e para o tempo inteiro e a partir desse momento nada mais seca. O maior desafio do segundo dia é se manter seco, manter a mochila seca e principalmente o saco de dormir seco.

O Acampamento Base, como o próprio nome já diz, fica na base do Monte Roraima e é onde todos pernoitam para no dia seguinte começar a subir o Monte.

Assim que chegamos na base começou a chover forte e foi uma correria para montar as barracas.

Eu fiquei com a mochila nas costas e a capa de chuva até esperar uma barraca ser montada. Em seguida entramos na barraca e esperamos a chuva passar.

Depois que a chuva passou, o tempo abriu e até conseguimos fazer algumas fotos do Monte Roraima dessa vez bem mais perto.

Mais tarde os guias prepararam nosso jantar, arroz, frango ensopado e banana frita. Era tão bonitinho ver o filho do Nelson ajudando o tempo todo. Esse garotinho é muito guerreiro.

A comida estava deliciosa, nem acreditei que estava comendo uma das coisas que mais amo, banana frita.

À noite ficamos todos conversando e rindo muito. A essa altura o grupo já estava bem entrosado e unido, era muito engraçado o Carlos ensinando português para os dois coreanos que estavam no nosso grupo. E eles ensinavam coreano para o Carlos. Eles conversavam numa mistura de inglês, espanhol, português e coreano. Os meninos já tinham rodado por vários países e depois seguiriam para o Brasil e estavam pegando várias dicas sobre o Brasil.

Um dos coreanos levou um miojo da Coréia para experimentarmos e todos ficaram chocados porque era muito apimentado, ficarvam o tempo todo repetindo Picante! Picante! Foi uma noite bem animada.

Durante a madrugada choveu muito, só escutávamos o barulho dos ventos fortes lá fora. Uma coisa engraçada é que a noite demorava muito a passar. Nós íamos dormir por volta de 21h e sempre acordávamos sem sono e depois só íamos dormir direito já quase de manhã.

 

 

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