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Ásia, Myanmar

O que fazer em Yangon – Roteiro de 1 dia

14 de maio de 2018

Yangon é a maior cidade do Myanmar e principal porta de entrada no país. Com uma mistura de cidade colonial com o caos urbano das grandes cidades, Yangon chama a atenção mesmo pela simpatia e curiosidade dos seus sorridentes moradores. Vem comigo nesse post descobrir o que fazer em Yangon.

A cidade não tem o charme da famosa Bagan, mas é capaz de te conquistar pela simplicidade do cotidiano do povo local. É ótimo para ser seu primeiro contato com o país e poder sentir um pouco dos costumes do povo birmanês.

 Yangon é bem antiga, sendo fundada no século VI quando era ainda um pequeno povoado ao redor da Shwedagon Pagoda. Seu primeiro nome foi Dagon, mas até hoje seu nome é um pouco controverso, eu mesma tive um pouco de dificuldade na hora de procurar voos pra lá, pois não encontrava o nome Yangon e sim Rangoon seu antigo nome na época em que foi a capital da colônia britânica, no século IX. No ano de 1989, a junta militar que está no comando do país mudou seu nome para Yangon.

Yangon hoje é uma cidade grande com influência predominantemente das culturas inglesa, chinesa e indiana.

Saiba mais: Dicas do Myanmar 

Como chegar em Yangon

O Aeroporto Internacional de Yangon, RGN, recebe voos de diários das principais companhias low cost da Ásia, como a Air Asia e Lion Air, partindo principalmente de Bangkok, Kuala Lumpur e Cingapura. Eu comprei um voo da Air Asia saindo de Kuala Lumpur e na volta comprei o trecho Yangon – Bangkok.

O aeroporto fica a cerca de 30 minutos do centro e a melhor forma de sair de lá é de táxi.

Chegando em Yangon, fui para o lado de fora do aeroporto tentar negociar um táxi para ficar rodando comigo o dia inteiro, pois li em algum relato que a pessoa fez isso. Mas de repente ficou um monte de taxista ao meu redor com aquelas bocas cheias de um treco vermelho e fiquei perdida sem saber o que fazer, se era um bom negócio e tal. Foi aí que apareceu um anjo no meu caminho, um senhor inglês que tinha negócios em Yangon e estava sempre vindo pra cá. Observando a situação ele me chamou e disse que se eu quisesse poderia pegar uma carona até o hotel dele, deixar minhas coisas lá e então explorar a cidade. Foi aí também que ele deu a ideia de eu ir pegando os táxis a cada atração, pois sairia bem mais barato do que ter um taxista à minha disposição o dia todo.

Na verdade uma das razões para eu querer ficar com um táxi direto era ter um carro para deixar minhas coisas, mas depois vi que essa opção era muito perigosa. E se eu me perdesse do motorista? Ia ficar sem minha mala? Enfim, por sorte apareceu esse senhor e eu fui. Nessas horas a gente fica com receio de estar confiando na pessoa e fazendo tudo que nossa mãe nos fala para não fazer e que a gente vê nos filmes: pegar carona com estranhos. Mas confiei na minha intuição e fui.

Pegamos o táxi, no caminho fomos conversando sobre algumas curiosidades de Yangon. Chegando no hotel, deixei minha mochila na recepção e ele me ajudou a pedir um táxi, negociou o valor pra mim e no final ainda me deu 20.000 KYATs, o equivalente a 20 dólares. Eu não queria aceitar de jeito nenhum, mas ele fez questão de me dar. Fui ajudada e ainda ganhei dinheiro, igualzinho aqui no Brasil, rsrs.

Quando visitar

Como a maioria dos países do sudeste asiático, a melhor época para visitar Yangon é de novembro a março. Evite a época das monções, que vai de junho a outubro.

Quantos dias ficar

Com 1 dia você consegue conhecer os principais pontos da cidade. Com 2 dias você pode incluir uma visita à Golden Rock, um dos templos mais sagrados do país, com uma grande pedra dourada redonda.

Como se locomover em Yangon

A melhor forma de se locomover em Yangon é de táxi, pois o transporte público é bem precário. Eu peguei um táxi do aeroporto até a Sule Pagoda, depois peguei outro táxi para Shwedagon Pagoda e depois outro táxi para Kandawgyi Lake e por último um táxi para a rodoviária. Uma corrida dentro da cidade de uma atração turística para outra era 3.000 KYAT (cerca de 3 dólares). Pro aeroporto e rodoviária foi um pouco mais caro pela distância.

Atenção: É altamente recomendado que você saia cedo para a rodoviária, pois o trânsito em Yangon é bem caótico e engarrafado.

Veja também: O que fazer em Bagan

O que fazer em Yangon

Sule Pagoda

A Sule Pagoda é um templo de mais de 2.000 anos, que foi construído para guardar algo sagrado para eles, um fio de cabelo do Buda.

A localização dela é bem central e é uma boa opção para começar seu passeio em Yangon. A Sule Pagoda é muito frequentada pelos moradores de Yangon.

O povo é muito simpático e adora interagir, talvez porque os turistas ainda sejam um pouco novidade pra eles.

Sorrisos e rostos pintados de tanaka.

Sorrisos e rostos pintados de tanaka.

A regra da vestimenta para entrar nos templos é a mesma Lembre-se de entrar sem sapatos, e manter pernas e ombros cobertos.

Alguns templos tem tipo um guarda-volume, pra você deixar seu sapato (pago), mas eu recomendo que você leve uma sacola plástica para carregar seu sapato com você.

Horário de funcionamento: 5h às 21h.

Entrada: 3.000 KYATs

 Aproveite para dar uma volta nos arredores da Sule Pagoda, tem uma praça bem bonitinha e várias construções importantes.

Shwedagon Pagoda

A Shwedagon Pagoda é a principal atração de Yangon e um dos locais mais sagrados do Myanmar. O templo é lindo, imponente e pode ser visto de vários pontos da cidade. Eu achei um dos templos mais bonitos da Ásia, todo dourado e muito bem cuidado.

O que fazer em Yangon

Foi ao redor deste templo que a cidade começou a se desenvolver e crescer. A pagoda principal é feita de ouro maciço e impressiona bastante.

O mais interessante é observar a rotina dos moradores e ver que eles são frequentadores assíduos dos templos, não é só uma atração turística.

Não deixe de dar uma volta do lado de fora do templo, é uma mistura de gente vendendo de tudo, muita comidas de rua, artigos religiosos, souvenir, roupas, etc.

Eu só não gostava muito de ter que tirar os sapatos, porque em alguns lugares o chão era muito sujo, meu pé ficou totalmente preto. O chato é que eu ainda ia pegar um ônibus noturno e não tinha lugar para tomar banho. Tive que dar uma limpada na pia do banheiro mesmo, porque não aguentei ficar com o pé sujo, rsrs.

Os homens tem uma mania de mascar uma folha e depois cuspir no chão, tem que tomar cuidado para não pisar nesses cuspes, rsrs, eu infelizmente acertei um em cheio.

A entrada custa 8.000 kyat por pessoa.

Kandawgyi Lake

Depois de passear pela Shwedagon Pagoda, peguei um táxi para o Kandawgyi Lake, um lago artificial muito bonito e que tem uma construção que parece um barco enorme no fundo.

Kandawgyi Lake

Kandawgyi Lake

Também conhecido como Royal Lake, o lago tem um enorme calçadão, ótimo para caminhar e apreciar a vista.

O que mais chama a atenção é esse barco, que eu até pensei que fosse um templo, mas descobri que na verdade era um restaurante muito top. Entrei lá meio desconfiada de que seria muito caro e fiquei chocada com os preços dos pratos, cerca de 5 dólares!

Eu pedi um prato maravilhoso, com várias porções pequenas e uns temperinhos diferentes. Que comida gostosa e o atendimento é impecável.

Ao fundo do restaurante, no palco, um homem tocava harpa maravilhosamente bem. Recomendo demais.

Uma menina que estava sozinha no restaurante me convidou para almoçar na mesma mesa que ela e ficamos amigas. Ela era da Argentina e me deu várias dicas de Bagan.

Eu normalmente não sou enjoada e costumo comer na rua, mas confesso que em Yangon tive um pouco de receio, porque os lugares pareciam bem sujinhos. Ainda mais sendo tão barato, nem vale a pena correr o risco.

Circular Line

Se tiver com tempo sobrando recomendo um passeio nada convencional, que é pegar a linha circular do trem local. O trem sai da Estação Central de Yangon e percorre 46 km, passando por 39 estações. A viagem completa dura 3 horas, mas você pode descer a qualquer momento. É um passeio interessante para observar o cotidiano do povo local. Queria ter feito esse passeio, mas não consegui.

Depois de dar uma volta no lago peguei um táxi para o hotel onde tinha deixado minha bagagem e fui para a rodoviária para pegar o ônibus noturno para Bagan. Saí com bastante antecedência para não correr o risco. Eu tinha lido muitas recomendações para sair umas 17h do centro.

A rodoviária é meio caótica, na verdade é no meio da rua mesmo. A gente fica esperando na loja da empresa JJ e depois eles nos encaminham até o ônibus.

 

Apesar de tudo parecer meio bagunçado, no final dá certo e a viagem foi bem tranquila. O ônibus era confortável, tinha cobertor e serviu lanche. Até Bagan foram 10 horas de viagem, mas isso é papo pra outro post, que você pode ler aqui: O que fazer em Bagan.

Gostaram das dicas sobre o que fazer em Yangon? Se você já foi deixe sua dica aqui nos comentários. Se ficou com vontade de conhecer compartilhe aqui também.

 

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