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Ecoturismo, El Calafate, Neve

El Calafate

10 de fevereiro de 2015
El Calafate é uma pequena cidade da província de Santa Cruz, na Patagônia Argentina, cercada por rios de gelo que descem pela Cordilheira dos Andes.
O Parque Nacional los Glaciares é o principal atrativo de El Calafate. Declarado pela Unesco como
Patrimônio da Humanidade em 1981, o parque abriga quase a metade do Campo de Gelo Patagônico, considerado a maior área de gelo do planeta depois da Antártica. A estrela local é o magnífico glaciar Perito Moreno. Com 5 quilômetros de largura em sua parte frontal e até 60 metros de altura. O espetáculo mais esperado são os barulhentos desprendimentos de gelo sobre as águas do Canal de los Témpanos, fenômeno garantido pelos constantes avanços e retrocessos da geleira. Há três formas de apreciar a geleira dos mais diferentes ângulos: por água, com barcos que se aproximam do glaciar; através das sete passarelas de madeira e fazendo o trekking sobre o gelo.
O Perito Moreno é uma das poucas geleiras da região que continuam avançando e, por essa razão, muitas vezes acaba represando as águas de um dos braços do lago. A força da enorme contenção, que pode causar um desnível de dezenas de metros, provoca uma lenta erosão no gelo, formando um gigantesco túnel. A estrondosa ruptura é um dos fenômenos naturais mais espetaculares que se pode presenciar.
el calafate
El Calafate também serve de base para explorar outros destinos, como El Chaltén e o Parque Nacional Torres del Paine no Chile.
O nome El Calafate vem de uma fruta muito comum nessa região chamada Calafate, muito usada para fazer geléias, sorvetes, licores, chás e chocolates. O sorvete e o licor são deliciosos.
QUANDO IR?
A melhor época para visitar El Calafate é de outubro à maio, quando a temperatura é mais agradável para realizar atividades ao ar livre e os dias são mais longos.
COMO CHEGAR?
AVIÃO: A Aerolíneas Argentinas é a empresa que opera mais vôos para El Calafate, partindo de Buenos Aires, Trelew, Bariloche e Ushuaia.
ÔNIBUS: As empresas que incluem El Calafate no seu itinerário são:
– Chalten Travel: Percorre a Ruta 40, com saídas de Bariloche para El Calafate.
– Don Otto: com saídas de Buenos Aires. Vale a pena consultar o percurso, pois a viagem é longa e tem
muitas paradas.
– El Pinguino: maiores informações através do e-mail  elpinguinosa@gmail.com
Taqsa
Flecha Bus: Saídas de Buenos Aires
QUANTO TEMPO FICAR?
El Calafate é bem pequenina, acredito que 2 a 3 dias são suficientes para conhecê-la dependendo das
atividades que você pretenda fazer. O básico seria um dia para visitar as passarelas e o museu de gelo outro dia para o trekking no gelo e outro dia livre para caminhar com calma pela cidade ou fazer outro passeio, ou até mesmo para ter um dia a mais caso o tempo esteja ruim para fazer algum passeio
essencial.
O QUE FAZER?
– Passarelas do Glaciar
Perito Moreno – A visita às passarelas podem ser feitas de excursão ou por conta própria, com os ônibus que saem da rodoviária. Fiz de excursão pois era o mesmo preço do ônibus normal com a vantagem de ter um guia explicando tudo e a praticidade de te pegarem no seu hotel.
– Minitrekking no Glaciar
Perito Moreno: Rápida visita às passarelas + Navegação + Caminhada no Gelo(1:30H). A única empresa autorizada para realizar o mesmo é a Hielo y Aventura. É realizado nos meses de Agosto à Maio.
 – Big Ice no Glaciar
Perito Moreno: Rápida visita às passarelas + Navegação + Caminhada no Gelo (3:30H). A única empresa autorizada para realizar o mesmo é a Hielo y Aventura. É realizado nos meses de Setembro à Abril.
big ice el calafate
NOTA: A diferença entre o Big Ice e o Mini Trekking é basicamente o tempo de caminhada, o Mini Trekking dura 1:30h e percorre uma pequena área do gelo. O Big Ice inclui um trecho de navegação, uma trilha de 1 hora para chegar ao ponto onde se inicia o trekking no gelo, 3:30h de trekking e mais 1 hora de trilha para voltar. É bem mais cansativo, mas vale a pena com certeza. No Big Ice existe uma chance maior de ver cavernas de gelo já que entramos um pouco mais para o interior do glaciar. Então se você quer caminhar no gelo sem muito esforço vá de mini trekking, mas se você aguenta um pouco mais escolha o Big Ice e não vai se arrepender. A caminhada é lindíssima e o tempo passa voando. Você só percebe o quanto está cansado no final do passeio.
– Safari Naútico: navegação pelo lago rico que permite ter uma visão linda do glaciar Perito Moreno. Esse passeio é realizado durante o ano todo.
– Navegação por Todos os Glaciares: navegação em catamarã que percorre os principais glaciares do Parque Nacional Los Glaciares. Esse passeio é realizado durante o ano todo.
el calafateMuseu de Gelo e Bar de Gelo: Os dois ficam no Glaciarium e do centro de El Calafate saem vans para lá gratuitamente. O museu explica como acontece a formação do glaciar e conta a história do Perito Moreno. O bar de gelo é fantástico, uma experiência muito divertida. Você coloca roupas especiais e fica lá dentro por 30 minutos apenas.
 – Estância Cristina: Onde você poderá apreciar o Glaciar Upsalla. Não fiz esse passeio.
ONDE FICAR?
O centro pra mim é o melhor lugar para se hospedar em El Calafate, pela praticidade de poder ir andando até a principal avenida. Toda hora eu saía para dar uma passada em alguma lojinha ou comer alguma coisa, tomar um sorvete, então era ótimo estar pertinho.
Há várias opções de hotéis nas proximidades da Av Libertador San Martin.
Eu fiquei no Calafate Hostel, no centro, bem pertinho da San Martin. Possui ótimas instalações e preço
excelente. Dentro do hostel funciona um dos melhores restaurantes da cidade, o Isabel.
ONDE COMER?
A maioria dos restaurantes da cidade estão concentrados na Avenida Libertador San Martín e no seus arredores. O prato típico da região é o cordeiro patagônico assado em fogo de chão. Os meus preferidos foram:
– Isabel (dentro do Hostel Calafate) – Restaurante muito bem recomendado por todos de El Calafate. Eles
fazem uma espécie de cozido típico da Argentina que vem numa panela redonda. É chamado de Cocina al Disco. Comi de carne tradicional, napolitana e de peixe, meu preferido foi de peixe.
-Pura Vida (no final da Av San Martin) – Comida de primeira, sabores únicos, pratos muito bem elaborados. Pedi um cozido que vinha dentro da calabaza (abóbora), estou sonhando com esse prato
até hoje. Restaurante muito aconchegante, Recomendo fortemente. Só não fui mais vezes porque ele só funciona durante o jantar.
Ovejitas de La Patagonia: chocolates e sorvetes maravilhosos. Impossível ficar um dia em El Calafate e não tomar esse sorvete. Meus sabores preferidos foram: Dulce de Leche granizado (que tem pedaços de chocolate), Dulce de Leche Ovejitas (que tem bombons da Ovejitas) e Calafate.
Outros que não fui mas são bem recomendados:
– Casimiro Biguá
– Mi Viejo
– La Vaca Atolada
– LibroBar
O QUE LEVAR?
O ideal é levar roupas térmicas, próprias para o frio dessa região, como segunda pele, fleece, calça impermeável, casaco corta vento, gorro, luvas, cachecol, filtro solar, óculos escuros, hidratante e bota de trekking.

Dicas El Calafate

1. Fique de 2 a 3 dias em El Calafate.
2. O Hostel Calafate é um opção de hospedagem com ótima localização e bom preço. Dentro do hostel funciona um dos melhores restaurantes da cidade, o Isabel, com uma comida maravilhosa.
3. Outro restaurante delicioso é o Pura Vida, mas só funciona no jantar.
2. Os principais passeios são: Visita às Passarelas do Perito Moreno, Navegação por todos os Glaciares e Trekking no gelo.
4. Para conhecer as passarelas você pode contratar um passeio ou ir de ônibus, mas é praticamente o mesmo preço. Achei que valeu a pena pegar o passeio porque o guia vai contando a história do lugar.
5. Para quem quer uma experiência diferente recomendo fazer o trekking no gelo. São dois tipos de passeio, o Mini Trekking e o Big Ice. O Mini dura 1:30h e o Big 3:30h no gelo,  mais 1h de trilha para ir e 1h pra voltar. Para quem gosta de trekking e tem disposição vale a pena fazer o Big Ice, pois a parte percorrida no gelo é bem maior.
6. Visite o Museu Glaciarium. Há um transfer gratuito saindo de El Calafate até o Museu.
7. No Museu Glaciarium funciona um Bar todo feito de Gelo, onde você pode ficar no máximo 30 minutos sem congelar. O preço é 140 pesos e inclui consumação no bar. O licor de calafate é uma delícia.
8. A Laguna Nimez é ótima para assistir ao pôr-do-sol.
9. O sorvete da loja Ovejitas de la Patagonia é maravilhoso. Recomendo o de Calafate e dulce de leche granizado, deliciosos.

Meu roteiro:

Dia 7 – Puerto Natales  – El Calafate
Peguei o ônibus para El Calafate às 07h da manhã e chegou às 13h. Fiquei no Calafate Hostel, o melhor hostel da viagem, bem localizado, banheiro grande estilo vestiário, quarto confortável. Embaixo do hostel funciona um dos melhores restaurantes de El Calafate, o restaurante Isabel.
Deixei as coisas no hostel e fui caminhar pelo centrinho. Reservei uma excursão até as passarelas do Perito Moreno para o dia seguinte e o Big Ice para o próximo dia. A excursão para as passarelas reservei
no meu hostel e custou 300 pesos. O Big Ice reservei na Hyelo y Aventura e custou 1.680 pesos. Na alta temporada é bom reservar o Big Ice com bastante antecedência, porque são poucas vagas.
Descobri uma lojinha ótima para comprar lanches para levar nesses passeios de dia inteiro que não tem almoço. O nome da loja é Green Market, tudo lá é delicioso, saladas, empanadas, tortinhas. Comprei uma salada para levar na excursão das passarelas e foi perfeito.
Tomei o sorvete da loja de chocolates Ovejitas de La Patagonia. O sorvete é delicioso. Pedi o de 3 sabores: Dulce de Leche granizado (que tem pedaços de chocolate), Dulce de Leche Ovejitas (que tem bombons da Ovejitas) e Calafate (que lembra açaí). Esse sorvete eu tomei todos os dias que eu fiquei em Calafate, era impossível resistir.
Dia 8 – Perito Moreno – Passarelas, Museu Glaciarium e Bar do Gelo
O ônibus da excursão para as passarelas passou às 08h da manhã no hostel e seguimos para o Parque Nacional Los Glaciares. Durante o trajeto o guia foi falando curiosidades sobre o parque, sobre como se forma um glaciar, achei muito boa a explicação dele, valeu a pena esse passeio, ainda mais porque era o mesmo preço do ônibus normal. Antes de entrar no parque o ônibus faz uma paradinha no mirante dos suspiros, onde nós tivemos o primeiro contato visual com o Perito Moreno, e é fácil entender porque o mirante tem esse nome, pois assim que nos damos de cara com o Perito Moreno, todos do ônibus suspiram de emoção. É um choque ver aquela geleira pela primeira vez. Depois fizemos uma parada na
entrada para comprar os ingressos, os próprios funcionários do parque entram no ônibus para vender os ingressos, não precisa descer, mas eu como adoro um carimbo no passaporte, desci rapidinho e fui garantir o meu. Finalmente desembarcamos para explorar as passarelas. O ônibus para na frente de um
restaurante, onde tem banheiros e loja de souvenir. O guia nos acompanhou até o mapa das passarelas e nos deu dicas de onde se ouve mais estrondos e se tem melhor vista das passarelas, que são os balcões mais centrais. O tempo total para ficar nas passarelas foi de 4 horas, mas passou tão rápido que pra mim foi pouco. As passarelas são gigantes e eu nem consegui andar ela toda.
el calafate
 A passarela possui vários mirantes em diferentes pontos, também possui alguns banquinhos espalhados ao longo dela. A cada mirante, a paisagem ia ficando cada vez mais bonita, impossível não se
apaixonar. Eu achava um lugar bonito e parava para ficar contemplando aquela obra perfeita de Deus. O mais impressionante de tudo era quando de repente se soltava um bloco de gelo. O barulho era muito alto, qualquer pedaço que caía era um estrondo. Pra mim foi o lugar mais impressionante da Patagônia. O lugar que eu achei com a melhor vista do perito foi o último mirante do lado direito, que fica bem pertinho e na altura do glaciar. Depois de caminhar bastante e tirar milhões de fotos fiz uma pausa para almoço num banquinho de frente para o Perito. Comi minha salada do Green Market, que caiu muito bem, era exatamente o que eu queria comer. Depois de passar 4 horas admirando o Perito Moreno, chegou a hora de voltar.
Chegamos em El Calafate antes das 16h e fui até o ponto de onde sai o transfer gratuito para o Museu Glaciarium. Chegando lá, comprei o ingresso para o Museu e para o Bar do gelo (140 pesos). Fui primeiro para o Bar do gelo, antes de entrar nós colocamos uma roupa especial e luvas. O tempo de
permanência no bar do gelo é de 30 minutos com direito a bebida liberada. O barman prepara vários drinks legais. Tomei licor de Calafate (muito bom) e outro drink. O ambiente é bem legal, com vários esculturas de gelo. Os 30 minutos passam voando, é pouco tempo pra fazer tudo, tirar foto, dançar, tomar um drink, conversar… Muito divertido esse bar, recomendo muito.
Depois fui para o museu, que é bem interessante, explica como se formam os glaciares, com vários vídeos e uma área dedicada ao Perito Francisco Moreno.
De 30 em 30 minutos sai o transfer de volta para El Calafate. Voltei e fui jantar no melhor restaurante da viagem, o Pura Vida, indicado pelas meninas que conheci em Ushuaia. Fiquei apaixonada pela comida de lá, um sabor maravilhoso. Pedi um cozido de carne que vinha dentro da calabaza (abóbora), não lembro o nome do prato, mas tinha a palavra calabaza no meio. Fantástico, que comida deliciosa.
Dia 9 – Big Ice
O ônibus para o Big Ice passou às 7h no meu hostel e depois de pegar os outros passageiros fomos para o Parque Nacional Los Glaciares. Paramos na entrada do parque e um funcionário entrou no ônibus para vender os ingressos, que só podem ser pagos em dinheiro. Depois seguimos para as passarelas, onde ficamos por uma hora, das 9h às 10h. Em seguida voltamos para o ônibus e fomos para o porto pegar o catamarã até o refúgio da Hielo y Aventura. A navegação é bem rápida, mas dá para ter uma bela vista do Perito Moreno mais de perto. Chegando no refúgio, recebemos as instruções e os grupos foram divididos em “inglês” e “espanhol”. O guia pergunta se alguém precisa de algum equipamento como luva, mochila, (o uso de luvas é obrigatório por questão de segurança, pois se cair o gelo pode
cortar sua mão. Se alguém esquecer as luvas eles emprestam). O refúgio também conta com lockers para guardar os pertences que não serão necessários durante o trekking. Feito isso, caminhamos por cerca de 1 hora até o local onde se inicia o trekking no gelo. A trilha é de terra, começa por dentro da floresta e depois vai margeando o glaciar.
Passamos por uma cachoeira onde dá pra encher a garrafa de água. Ao final da trilha chegamos em outro refúgio onde colocamos os grampones e um equipamento de segurança, que serve para te puxar de dentro de um buraco caso aconteça algum acidente. O guia nos orientou a andar com as pernas um pouco afastadas e durante as descidas pisar com a ponta do pé. É bem traquilo andar com os grampones, não vi nenhuma dificuldade. Depois de equipados iniciamos o trekking sobre o gelo. O trekking dura 3 horas e meia e passa por muitos lugares lindos.
À medida que vamos entrando no glaciar, o gelo vai ficando mais branco e mais bonito, é uma imagem incrível. O percurso é feito em fila indiana e eu era sempre a primeira da fila, gostei de ficar na frente, logo atrás do guia. O ritmo é tranquilo e você nem sente o tempo passar, quando vê já acabou. No início do passeio estava caindo uma leve chuva, mas depois parou. Por isso é importante fazer esse passeio com roupas impermeáveis, o tempo é muito imprevisível. No início eu estava toda abrigada, com capuz por causa da chuva e no final da caminhada eu já estava só de camiseta por causa do calor.
Passamos por algumas fendas no gelo cheias de água azul e também uma lagoa azul linda demais. O lugar mais incrível do trekking foi a caverna de gelo, foi espetacular. O guia entrava com uma pessoa de cada vez porque era difícil de andar lá dentro, o gelo era bem duro. Foi Demais!
Nesse ponto fizemos uma parada para almoçar. Quando você compra o passeio eles avisam que é
preciso levar seu almoço. Eu comprei uma salada e uma torta argentina no Green Market (os lanches de lá são perfeitos para levar nos passeios), tudo deliciosos. Esse passeio me deu mais fome do que o passeio de ontem, claro, depois de tanta caminhada. Foi maravilhoso almoçar sentada no meio do glaciar com aquela vista da imensidão do Perito Moreno. Depois do almoço o guia deu um pedaço de bolo para cada pessoa, estava delicioso e caiu muito bem naquele momento.
 O guia era muito legal e já tinha morado no Brasil e feito várias trilhas no Rio de Janeiro. Conversei bastante com ele, porque ele queria praticar português.
Depois de tanta caminhada, começamos a retornar. Chegamos na base do glaciar, tiramos os grampones e o equipamento de segurança e depois fizemos a trilha de volta até o refúgio. Em seguida pegamos o catamarã e na entrada estavam servindo whisky e alfajor. Depois no ônibus ganhamos uma lembrança do passeio pequeno frasco de licor de calafate e um chaveiro lindo da Hielo e Aventura. E assim terminava um dos melhores passeios da Patagônia, o mais impressionate. Foi bastante cansativo, ônibus, barco, trilha de 1 hora até chegar no gelo, trekking de 3 horas e meia, depois mais 1 hora de trilha pra voltar, barco, ônibus, ufa! Mas o cansaço foi recompensado pelas memórias que ficarão para sempre. Recomendo demais o Big Ice, porque apesar de parecer muito longo, o tempo passa tão rápido que você nem sente e o ritmo é bem tranquilo.
A diferença entre o Big Ice e o Mini Trekking é basicamente o tempo de caminhada, o Mini Trekking dura 1 hora e meia e percorre uma pequena área do gelo. No Big Ice existe uma chance maior de ver cavernas de gelo já que entramos um pouco mais para o interior do glaciar. Aliás, as cavernas e lagoas formadas pelo derretimento mudam de tempos em tempo, pois o glaciar está em constante avanço
e nunca é o mesmo sempre.
Cheguei em Calafate às 19h e fui direto para o hostel. Tomei banho e fiquei descansando um pouco na recepção do hostel. Enquanto isso o cheirinho do restaurante estava tão bom que resolvi jantar ali mesmo e para minha surpresa foi um dos melhores restaurantes da viagem. O restaurante se chama Isabel e fica dentro do Hostel Calafate. Depois descobri que era um restaurante super recomendado, a
especialidade deles é a cocina al disco, que são pratos servidos numa panela redonda com um molho super apetitoso. São várias opções de carne, frango e peixe. Nesse dia eu pedi um de carne tradicional, que é tipo um guizado com batatas coradas dentro. O molho é delicioso, tem um cheirinho muito bom.  Recomendo demais esse restaurante, comidinha típica, saborosa e com bom preço.
Dia 10 – El Calafate – El Chaltén
Acordei um pouco mais tarde, passei a manhã descansando no hostel, fiz check out e fui passear por Calafate, almocei no Isabel de novo. Pedi o prato Bife Napolitana, muito saboroso, o cheirinho do Isabel é divino. Sobrou metade e pedi pra embalar pra viagem. Depois andei nas lojinhas, comprei souvenir e tomei sorvete no Ovejitas de La Patagonia. Pedi o de 3 sabores, Dulce de leche granizado, Calafate e Chocolate Patagonia. O melhor de todos é o Dulce de leche granizado. O de Calafate também é ótimo, lembra um pouco o açaí por causa da cor.
Fui para El Chaltén com a empresa Chaltén Travel, o ônibus saiu às 18:30 e chegou na cidade às 21:30h. Fui para o hostel Condor de los Andes, perto da rodoviária. Hostel confortável, o banheiro era dentro do quarto. As meninas da recepção eram muito atenciosas, me recomendaram fazer a trilha Laguna de lós Tres e a Laguna Torre, que eram as mais bonitas e clássicas de El Chaltén. Pedi a menina da recepção
para reservar o transfer até a hosteria Pilar para o dia seguinte às 8h.
Encontrei o brasileiro e as argentinas que fizeram o Big Ice comigo. Eles tinham pedido o transfer para 09:30h, mas não tinha mais vaga esse horário, então eu teria que ir sozinha às 8h.
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