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Cachoeira, Ecoturismo, Ibitipoca

Janela do Céu

12 de julho de 2015

Saímos da rodoviária Novo Rio às 19h com o pessoal da agência Sua Aventura Eco Tur, uma agência de viagens do Rio de Janeiro especializada em trilhas e aventuras. Chegamos em Ibitipoca por volta de 1:00h da manhã. Fomos direto para a pousada descansar para o dia seguinte.

No sábado tomamos um delicioso café da manhã no Pão de Canela e seguimos para o Parque Estadual de Ibitipoca. Estava fazendo muito frio pela manhã, mas logo que começamos a caminhar esquentou um pouco. Iniciamos a trilha para a Janela do Céu bastante animados com o lindo dia que estava fazendo. O nosso guia Márcio foi contando várias curiosidades sobre o parque no caminho.

O Circuito Janela do Céu é chamado também de Volta ao Parque, porque percorre toda a extensão do parque. Dos 3 circuitos principais, a Janela do Céu é a mais difícil, com cerca de 16 km e 7 a 8 horas de duração ida e volta, mas o esforço compensa muito pelos  lugares lindos que você conhece.

O circuito dura o dia inteiro e passa por belos mirantes naturais, como Cruzeiro e Lombada , diversas grutas, como a Gruta das Cruz, dos Fugitivos, dos Três Arcos e dos Moreiras, além da Janela do Céu e Cachoeirinha.

Durante a trilha fizemos várias paradas para fotos, era impossível não se encantar com o mar de morros a nossa frente.

O legal da caminhada é que apesar de durar o dia todo, ela não se torna tão cansativa, porque fazemos várias paradas pelo caminho e conhecemos vários atrativos diferentes.

Cruzeiro

À medida em que subíamos, a paisagem ia ficando ainda mais encantadora. Após uma longa subida chegamos ao Mirante do Cruzeiro, um mirante natural com uma bela vista do parque. No topo do Cruzeiro tem uma cruz que compõe o cenário e marca bem o local.

Gruta da Cruz

Saindo do Cruzeiro seguimos para visitar a primeira gruta, a Gruta da Cruz. Essa gruta possui uma parte bem ampla e iluminada pela luz que entra pelo buraco no teto. No fundo da gruta tem uma escada utilizada para atravessar e sair do outro lado e assim continuar circuito da Janela do Céu.

Pico da Lombada

Mais ou menos na metade do caminho chegamos no Pico da Lombada, que é o ponto mais alto do Parque, com 1784 metros. A vista daqui é incrível, a gente consegue ter uma visão do horizonte de 360 graus, com o belo mar de morros em volta sem nada atrapalhando a visão.

Aqui nessa pedra aproveitamos para fazer uma parada para lanche e descanso. No meio da nossa pausa conhecemos 3 senhoras muito simpática que também fizeram uma parada por ali.  Elas nos contaram suas aventuras de sobrevivência quando se perderam durante uma travessia e tiveram que passar uma noite no meio do mato. Elas já deram entrevistas em vários programas, inclusive no Jô Soares. O Thiago do Trilhando Montanhas fez um vídeo bem legal com o depoimento delas.

 Gruta dos Três Arcos

Depois de passar pelo Pico da Lombada, caminhamos mais um pouco até chegar na Gruta dos Três Arcos. É uma gruta bem grande e tem esse nome porque possui 3 aberturas, formando 3 arcos.

Gruta dos Fugitivos

Em seguida visitamos a Gruta dos Fugitivos, a mais interessante cheia de histórias sobre os escravos que fugiam e se escondiam por ali. Ela é bem escura, se não tiver lanternas nem tente passar.

Gruta dos Moreiras

Fica do lado da Gruta dos Fugitivos e é bem fechada e escura, necessitando de lanterna. Dá pra fazer fotos legais com flash, mostrando bem o paredão da gruta.


Janela do Céu

Depois de visitar as grutas fomos direto para a Janela do Céu. São mais 2km de caminhada e não tem mais nenhum atrativo no caminho até a Janela. Chegando lá prepare-se para a vista mais espetacular do parque, as águas douradas da cahoeira e a vegetação ao redor formando uma linda janela natural com vista para o céu e para a bela Serra da Mantiqueira. Um cenário perfeito.

Para isso, no entanto, você terá que enfrentar as águas congelantes da cachoeira. O tempo estava meio frio, mas mesmo assim era impossível não entrar na água e desfrutar daquele momento único.


Cachoeirinha

Depois de conhecer a Janela do Céu eu nem esperava me surpreender com mais nada, até que fizemos uma última parada na Cachoeirinha, uma queda d´água de 35 metros que desemboca em uma pequena praia de areia branca.

Pena que já estávamos em cima da hora para voltar (o parque fecha às 18h e o caminho é longo) e o guia não deu muito tempo nessa cachoeira. Eu também já tinha trocado de roupa para não fazer todo o percurso de volta molhada, senão teria entrado nessa cachoeira.

Depois foi uma longa caminhada até a portaria do parque, estávamos exaustos, mas com as energias recarregadas.

Fomos direto jantar uma comida mineira deliciosa num restaurante muito simpático no centrinho de Ibitipoca.

Descansamos um pouco e mais tarde fomos conhecer o famoso Bar do Firma. Chegando lá não gostamos muito do ambiente e saímos correndo. A decoração era bem pesada, com vários objetos estranhos e o povo não era muito amigável também não, rsrsrs. Rimos muito na van com o Pacheco brigando com a Jéssica por ela ter nos levado nesse bar, “ Vamos embora que isso aqui é boca de fumo” , “Pô Jéssica, até pra ir no bar tem que fazer trilha!” (por causa de umas escadas que tinha que subir pra chegar no bar, hahaha)

Depois da experiência desagradável no Bar do Firma, fomos para o Ibitilua, uma bar muito agradável com música ao vivo e um pessoal animado. Estava tocando um forró pé-de-serra quando chegamos e depois ficou tocando MPB.

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